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Blog do Cao Zone
 


Dia de Ação de Graças. Charge by Cao Zone



Escrito por Cao Zone às 12h10
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Campanha do governo de incentivo ao consumo. Charge by Cao Zone



Escrito por Cao Zone às 17h06
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Quatro Cavaleiros da Távora Redonda

Eles fazem parte daqueles premiados com a mais alta ordem moral e cívica, que se reúnem ao redor de uma mesa redonda, onde a ausência de cabeceira representa a igualdade entre todos os seus membros. Com histórico de renhida bravura e nutrida perseverança, observam o Código dos Cavaleiros: retidão nas ações. Respeito aos semelhantes. Amor pelos familiares. Piedade com os enfermos. Justo e valente na guerra. Leal na paz.

Mas, que também essa postura de retidão, respeito, amor, piedade, justiça, valentia, lealdade; fossem a constância dos políticos eleitos na função dos seus cargos em prol daqueles que o elegeram.

Quando Merlin evoca a Dama do Lago para entregar ao rei Artur a espada Excalibur, sabe que toda essa força vai parar nas mãos de abnegados cavaleiros.

Falo dos senadores Eduardo “Lancelot” Suplicy, Cristovam “Bedivere” Buarque, Paulo “Galvain” Paim e deputado Fernando ”Boors” Gabeira.

Esses quatro, seguindo o curso normal da história, juntaram-se para em caravana percorrer o Brasil e com palestras, levar a informação moral do voto civilizado aos eleitores. Coisa que todo cidadão brasileiro com certeza vai apoiar, assim como fizeram os povos da idade média que foram libertados pelos cavaleiros da Távora Redonda. A ficção materializa-se.

A política brasileira caminhando a passos largos a uma eterna mesmice, para não dizer outra coisa, parece que com esse ato toma, digamos assim, um esplendoroso banho revitalizante e democrático. O eleitor estará atento a isso.

Claro, não só são bem-vindas, como imprescindíveis as novas adesões. “Alô alô” Arthur Virgílio! “Fala aí” Pedro Simon! “Cadê você” Heloísa Helena? Vocês podem transformar isso numa vitoriosa troupe da agora, -verdadeira- esperança. Lá em cima Ulisses Guimarães, Mário Covas e Jefferson Péres aderiram.



Escrito por Cao Zone às 14h21
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Citigroup Inc: The Citi never sleeps. Charge by Cao Zone



Escrito por Cao Zone às 17h07
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Porviroscópio

Hoje a ficção em geral está repleta de casos de afro-descendentes que chegam à presidência dos EUA. Monteiro Lobato em seu único romance, “O Presidente Negro”, publicado em 1926, com tintas fortes na defesa do conceito de “Eugenia”, constrói sua narrativa utilizando um aparelho que “lê” o futuro: o “porviroscópio”. Barack Obama, [que no autobiográfico livro “Dreams from my father” (Sonhos de meu pai), se considera apenas “marrom”], também deve ter utilizado essa engenhoca. Na campanha é claro, penso que também na montagem de seu gabinete, principalmente na escolha do “staff” econômico, e particularmente na do secretário do Tesouro Timothy Geithner.

Friedman e Anna J. Schwartz no elementar “A Monetary History of the United States, 1867-1960” (Uma história monetária dos Estados Unidos, 1867-1960), julgam ser a inércia da autoridade monetária uma das razões para a Depressão de 1929 ter se tornado grande. Ressaltam que com o falecimento em 1928 de Benjamim Strong Jr. do Reserve Bank of New York, o sistema ficou sem um líder. E de onde veio Timothy? Do RBNY, lógico. A intenção é consolidar os líderes. Sem contar com a questão de que Geithner é o mentor desse “bailout” (pacote de socorro financiado pelo contribuinte) de 700 bi aprovado semana passada.

Outra “porviroscopiada” na mosca é a inserção de Christina D. Romer na equipe, é dela a pesquisa "What Ended the Great Depression?" (O que acabou com a Grande Depressão? The Journal of Economic History, 1992, V52, p 757-784), onde diz textualmente que a salvação da lavoura veio mesmo da “política monetária expansionista”.

O interessante é que quando das crises, aqui no Brasil o remédio é sempre exatamente o contrário. Falando nisso, e esse tal de “superávit primário”? Que tanto nos aflige, não consigo encontrá-lo em outro lugar nenhum. Alguém pode me responder: qual país além do Brasil usa isso? Não acho nem usando o porviroscópio!



Escrito por Cao Zone às 16h36
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A palavra dada

Eles são frutos da fina flor da “intelligenza” norte-americana. Ele fez ciências políticas na Universidade Colúmbia, direito em Harvard, senador, astro maior dessas últimas eleições. Ela direito em Yale, senadora, coadjuvante em várias campanhas eleitorais vitoriosas do marido.

Sim, falo do presidente eleito Barack Obama e sua escolhida secretária de Estado, Hillary Clinton. Tanto podem influir em tantas pessoas, e com tal pedigree, que quase ninguém está à altura de lhes dizer como fazer. Mas de nada adiantará todo o caminho até aqui trilhado e os sonhos sonhados, se a futura diplomata não lograr êxito na maneira como o presidente vai trabalhar a questão da palavra dada. O mundo inteiro espera por isso: Barack conseguirá manter a palavra empenhada nas eleições?  Será um governo de integridade ou apenas de astúcia? Mesmo assim não poderá se afastar muito de Nicolau Maquiavel, que em seu livro “O Príncipe”, diz: o presidente claro, precisa saber atuar nos dois gêneros existentes de combate, com as leis e com a força. E saber que uma sem a outra não é duradoura. Um presidente prudente não precisa guardar a palavra dada quando isso se torna prejudicial ou quando as razões deixarem de existir.

Não que precise ter, se as tiver não deve utilizá-las sempre, pois serão danosas, mas precisa parecer tê-las. Assim deve demonstrar ser clemente, fiel, humano, integro, religioso. Mas possuir o ânimo disposto a, quando necessário, não o ser, de modo que saiba e possa se tornar o contrário, tirano, infiel, desumano, falso, ateu. Mas mesmo assim, nunca deve deixar de parecer aos que o virem e ouvirem, ter aquelas cinco qualidades descritas inicialmente. Como todos podem ver, mas poucos sentir, muitos vêem o presidente como se parece, mas só minoria como ele é. Também... nunca se afastar do bem, mas saber entrar no mal se necessário.



Escrito por Cao Zone às 21h39
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Aquilo roxo

Rahm Emanuel o primeiro político a ser convidado pelo presidente eleito Barack Obama, aceitou o cargo de secretário-geral da Casa Branca, considerado um dos mais importantes do governo dos Estados Unidos. É o funcionário de mais alto escalão e um dos principais assessores do presidente.

Rahm estrategista na importante questão do recolhimento dos fundos de campanha, que colocou Obana muito na frente de McCain, foi reeleito nessas eleições deputado por Illinois, conselheiro político do ex-presidente Clinton, escreveu com Bruce Reed (presidente do Conselho Democrata) um livro chamado “O Plano – Grandes idéias para a América”, aparentemente para incendiar o início da campanha política à presidência, já que lançado em 2006, gasta a metade das páginas só com a desconstrução do governo Bush. Mas depois se recupera, com algumas novas e outras velhas idéias, aliás, todas boas para colocar a América nos trilhos. Pena que agora o país já precise de muitas outras coisas mais. Tudo tem mudado muito rápido por lá, principalmente as complicações. Ele também serviu de inspiração à personagem da série televisiva West Wing, que retrata intrigas na Casa Branca.

Na Itália quinhentista, Cesare Borgia sentiu que precisava de pulsos fortes para conduzir os negócios de estado de sua Romanha, onde proliferavam latrocínios, tumultos e insolência, decidiu convocar Remirro de Orco com pleno poder estatal para fazer o serviço sujo. Se alguma crueldade tiver que ocorrer, ela não se originaria dele, mas da natureza do seu ministro.

Emanuel parece ser o Remirro de Orco do futuro governo Obama. Já que demonstra ter aquilo roxo, pois conta as más línguas, e até esse tema apareceu no seriado, na melhor tradição dos pitbull(s) norte-americanos, retratado inclusive no Poderoso Chefão de Mario Puzzo, onde um mafioso pressiona outro entregando um cavalo morto.

Rahm foi “menos”, enviou a um desafeto apenas um peixe morto. Espera-se agora pela convocação das estagiárias.

Escrito por Cao Zone às 21h38
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Medicando no economês

Sentindo cansaço, sonolência, pouca disposição, apetite voraz, e não cabendo mais nas roupas, o futuro paciente, decide ir ao médico. Lá ele é auscultado, encaminhado para uma série laboratorial, e volta para a segunda consulta com os resultados.

-Doutor o que eu tenho?

-Analisando aqui o seu “Balanço”, você está com problemas nos “Ativos”, o “Circulante” está muito baixo, o “Fixo” de capacidade reduzida não pode ser considerado para mais nada, e o “Financeiro” praticamente todo dilapidado, sobrando só alguns “Precatórios”, que não quer dizer quase nada, e todo esse “Derivativo Cambial”, a sua principal ruína.

-Mas... é grave?

-Sim, você está muito “Alavancado”.

-O que quer dizer isso doutor?

-Que você vai ter que entrar em um “Regime de Exceção”.

-Como?

-Vai tomar muito cuidado com as “Arbitragens”, nada de “Edge”. Ficar longe do “Overnight”. Nada também de “Bônus”. Os “Derivativos”, isso é um veneno para você. O “Caixa 2”só com muita parcimônia. Observar muito bem o “Rating” de tudo que for demandar. E controle total do “Fluxo de Caixa”.

-E a “Especulação”, esta liberada doutor?

-Calma meu rapaz, tudo em excesso faz mal a saúde.

-OK.

-E vou te receitar uma medicação!

-Mas doutor essa é boa mesmo? 

-Claro é uma “Blue-chip”.

-E contra indicação?

-Isso vai depender do “Benchmark”.

-Traduza doutor!

-Vai depender das taxas de juros dos títulos de 90 dias do Tesouro americano.

-Áh... bom.

-Se tudo correr nos conformes chegaremos no “Break Even Point”.

-E se eu não conseguir chegar lá doutor?

-Vai correr o risco de entrar em “Déficit”.

-É?

-É... depois pode inclusive, contaminar para o “Default”.

-Puxa doutor!

-Mas agora deixa isso pra lá, vamos ver se com um choque anafilático o “Equity” volta a se estabilizar.

-Isso vai doer?

-Imagina... Só no “Bolso”.



Escrito por Cao Zone às 20h33
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A musa “Propaganda” e dona “Publicidade”

A musa “Propaganda” (“Pró” para os íntimos) fazia seu costumeiro happy hour, num daqueles barzinhos de rua transversal em Ipanema com seus colegas: “Tag”, “Case”, “Folder”, “Timing”, “Rate” e um novo estagiário chamado “Split Run”. Quando notou que num carro amarelo retido no trânsito, se encontrava uma velha conhecida. Sua professora “Publicidade”, dos tempos de faculdade. Com ajuda do garçom a troupe do carro adentrou o bar. Com os cumprimentos, “Pro” logo notou a maquiagem carregada de “Publicidade”, deve ser essa nova moda dos “leds”, pensou com seus botões. Do pessoal da “Pró”, o único que dona “Publicidade” teve alguma afeição foi com o “Folder”, embora sua (dele) diagramação jogada e as seis cores causavam (a ela) certo desconforto.

Os acompanhantes de d.“Publicidade” pareciam peixe fora d’água: “Luminoso” todos conheciam, mas não assim (digamos) de pertinho. “Out Door”, imagina, aquele paulistano excluído de sua própria cidade. “Painel Pintado” nem quis saltar do carro. E a dona “Flâmula”, uma velhinha deixa pra lá, mas foi só dizer que era a avó do “Banner”, logo caiu na galera geral. Depois de um rapidíssimo refresco de groselha, d. “Publicidade” sentencia:

De Madureira para o Maracanã e o táxi teve que dar toda essa volta. Estamos lançando a New Bud lá. Sim, a primeira cerveja da InBev depois da aquisição da Anheuser-Busch . E o trânsito graças a Deus deu esse nó. É prova que o Maraca está bombando, né? Como vocês dizem: fui –.

“Case” pensativo comenta com “Tag”: – Maracanã? Não conheço, mas gostei do nome. “Tag” retruca alto: – Sai mais uma Skol aí. Ninguém ainda sabia, mas era uma das últimas remessas dessa cerveja, toda a orla do Rio em pouco tempo elegeria a New Budweiser, sua nova preferência. A musa “Propaganda” chegou a considerar a possibilidade de ser tratada de dona.



Escrito por Cao Zone às 18h19
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De como o pensamento econômico keynesiano venceu a escola de Chicago

A equipe de transição de Obama deu a idéia, e o alto staff do presidente ainda em exercício (Bush vislumbrou a oportunidade de dar um upgrade em sua biografia) organizou imediatamente. Assunto: palestra com o economista britânico John Maynard Keynes*. Local: Auditório da Universidade de Chicago. E essa notícia se espalhou como um rastilho de pólvora mundo afora. Quinze dias antes, todos os hotéis de Chicago estavam lotados, sete dias antes, a população local já tinha quase que dobrado de tamanho, os índices de alimentação e moradia subiam vertiginosamente. O aparato da comunidade de informação ultrapassava em mil por cento do montado nas olimpíadas de Pequim. Todas as redes do mundo inteiro estavam presentes.

Finalmente mr. Keynes adentra o palco do auditório, Milton Friedman*, sentado na primeira fila abre um largo sorriso. É possível notar representantes do G20, do G200, do G2000 pelas galerias, e outros muito mais.

O palestrante explica que o seu pensamento da intervenção do Estado na economia, contrasta firmemente com a idéia do livre-mercado da escola de Chicago. E tira do bolso dois recortes de jornal com anúncios de casas à venda em algum bairro local. Para residências aparentemente semelhantes, as peças com datas diferentes, de um para o outro, contêm preços majorados em mais de 20%. E ele brava:

-Como podemos ver com essa nossa reunião aqui, subsidiada pelo governo federal, os preços das moradias, não só deixaram de cair, como subiram extraordinariamente, o subprimer está superado-.

Indispensável dizer que, no intuito de não deixar a peteca cair, o mundo inteiro trabalha na realização de novos eventos. Mônica Bergman da Folha, inclusive dá um furo: o réveillon de Copacabana e o carnaval da Bahia têm prioridade máxima nos planos do governo dos EUA. *Subjugando a impossibilidade.



Escrito por Cao Zone às 18h54
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Charge by Cao Zone



Escrito por Cao Zone às 13h26
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Muito além do G 20, quer dizer, do jardim

Essa reunião do G20 em Washington, o Fórum da Estabilidade Financeira (FSF na sigla em inglês) reuniu, digamos assim, o máximo dos buldogues mundial.

Se de um lado foi uma reunião realmente de gente grande, de outro, o resultado, mas parece melequinha de rapaz pequeno. Aliás, não se esperava mesmo outra coisa, e quase não dá para culpar os participantes, pois o problema não é gerencial, mas de modelo. Todos conhecemos que a forma mais eficaz de deixar o problema como está, é convocar uma reunião para resolvê-lo.

Mas a questão a ser tratada é tão grande, e os desdobramentos por demais importantes, que o convescote teria muito mais resultado prático, se chamassem a “Velhinha de Taubaté” (do Luis Fernando Veríssimo); o “Eremildo - o idiota” (personagem do Elio Gaspari); o “Mazzaropi” (de Amácio Mazzaropi); o “Cândido” (de Voltaire); o “Sassá Mutema” (da novela “O Salvador da Pátria” de Lauro César Muniz); o “Quincas Borba” (das “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis); o “Chance Gardener” (da obra “O Videota” de Jerzy Kozinski, imortalizado pelo filme “Muito Além do Jardim” de Hal Ashby, com Peter Sellers e Shirley MacLaine). Com um time desse nível, na certa iríamos ao cerne da questão: qual é efetivamente o problema atual? Falta de dinheiro! Errado, o dinheiro não sumiu e está onde sempre esteve, o que “pega” são as garantias de empréstimos. Quem era bom ficou ruim, os ruins ficaram péssimos, e por aí vai, concretamente não se conhece mais ninguém no mercado. Depois de se fazer novamente o “cadastro” dos tomadores, os emprestadores voltam à ativa. Vejam só... até parece o Chance Gardener falando, não é mesmo? - Obama, chama logo o jardineiro para a equipe -.



Escrito por Cao Zone às 21h26
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Renovar para não dançar

Dispensam comentários o mega carisma, que no inconsciente da comunidade mundial, desfruta Steves Paul Jobs, co-fundador, chairman e CEO da Apple. Seu brinquedinho maior sonho de consumo no mundo inteiro: o iPhone, acaba de ser lançado oficialmente no Brasil. Quem não usa um dos seus penduricalhos tecnológicos, os iGadgets, pode se considerar não vivente pleno do século em curso. Outro empreendimento dele, o Pixar, o iEstúdio de animação gráfica, vem a décadas espalhando emoção em crianças e pais de todas as idades.

Transita na internet um vídeo onde Jobs fala da vida particular, sua mãe biológica, com formação acadêmica, decidiu doar a criança para alguém que pudesse no futuro lhe dar condições de seguir vida universitária, mas ele acaba nas mãos de um casal que nunca cursou escola alguma. Quando na idade adequada, seus pais adotivos a duras penas, conseguem pô-lo na universidade, ele simplesmente desiste do curso para seguir carreira solo. E considera essa desistência o fator determinante do sucesso de sua vida posterior. Dizendo isso num discurso onde é paraninfo de uma turma em colação de grau. Claro, todos os presentes riem, parece coisa de gênio pensando. E é, gênio pensando alto.  O recado é claro: o diploma que sua platéia acaba de receber, não é certeza alguma de uma carreira brilhante, é necessário dali para frente, cada vez mais, renovar para não dançar.

E essas empresas todas que estão aí na lista dos mais variados bailouts (pacote de socorro financiado pelo contribuinte), parecem que estão ali, justamente porque nunca se renovaram, não é mesmo? Veja o caso do paquiderme maior, a General Motors, com seus SUVs (veículo utilitário esportivo) e picapes beberrões, totalmente fora do contexto atual. E agora eu leio que Thomas Friedman propõe chamar justamente Steve Jobs para salvar a companhia, fazendo um GM iCar, é claro. Fiquei pensando... será o Barack Obama o iPresident que o mundo inteiro está esperando?



Escrito por Cao Zone às 18h26
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Mangabeira na Rússia. Charge by Cao Zone



Escrito por Cao Zone às 15h34
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A guerra de 2010

Mesmo se a eleição de outubro passado de prefeito foi um treino para a próxima de presidente, ainda assim, devemos nos lembrar que treino é treino, jogo é jogo. Em 2008 houve eleições, em 2010 vai haver guerra. Como de um lado o presidente Lula ainda não apresentou “armas”, mas de outro o governador Serra de São Paulo, parece ser candidato, confabulo somente sobre este. O Serra vai enfrentar um grande desafio: se eleger presidente do Brasil. Quando me deparo com algum problema relevante, sempre penso que a questão já pode ter sido equacionada de certa forma por alguma circunstância no passado. E para uma batalha dessa envergadura, fui garimpar uma das mais badalada agência de propaganda do planeta, a norte-americana DDB, em dois de seus carismáticos trabalhos: “Think Small”para a Wokswagen, e “We Try Harder”para a Avis Rent a Car. Atendimentos que aconteceram nas décadas de 50 e 60, mas são atualíssimos. Você acha que a vitoriosa campanha de 2001 “Lulinha Paz e Amor” saiu de onde? É o esquema “Pensar Pequeno”.

A teoria do poste foi para as cucuias. Mas no próximo confronto, numa mecânica gerada agora nacionalmente, a disputa será diretamente entre Lula e Serra.

O presidente Lula desfrutanto de enorme avaliacão positiva, se tornou ídolo, lenda. E como se combate um ídolo, uma lenda?  Nunca com a desconstrução desse, mas com a construção de um novo ídolo, uma nova lenda. Quem mais poderia se firmar no inconsciente dos grotões do Brasil, que é onde Serra precisa mais crescer, ultrapassar Lula, senão quem é o mais tradicional dos nomes brasileiro: José, quer dizer, Zé. Agora embalado, não numa roupagem de yuppie anos 80 (camisa azul clara e blaser azul escuro, usadas quando da eleição para prefeito, depois governador, ambas na cidade), mas numa roupa de brasileiro autêntico do interior. Dai a importância dos conceitos: “Pensar Pequeno” e “Trabalhar Duro”.



Escrito por Cao Zone às 22h27
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